Joy!

Alegria…
Alegria dá vontade de cantar?
Dá vontade de abraçar os outros e dizer que são lindos?
Faz você lotar os celulares amigos com mensagens de texto?
Provoca risadas e gargalhadas?
Atenua a chatice de esperar por um ônibus sob o sol das 13h ou da chuva das 18h30?
Deixa contente com uma pastilha, um pedaço de chocolate ou um pensamento positivo?
Faz você ver corações voadores?
Faz querer ser melhor com o outro?
E isso tudo, juntinho, dentro de um potinho ou voando na sua órbita, vira felicidade?

Se sim, devo ser, nos últimos tempos, a criatura mais feliz deste universo…

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Sociologia

Nesse momento eu deveria estar escrevendo apontamentos sobre um texto que fala do conceito de sociedade.
Acontece que, depois de morar em três regiões, seis cidades e doze casas diferentes em menos de vinte e cinco anos, criei minha própria sociedade. A Sociedade Alternativa dos Poetas (Bem) Vivos! Ou coisa parecida.
Antigamente, eu achava que a minha vida ia girar em torno das mudanças, que giravam em função do trabalho dos meus pais, que o faziam por serem adultos e é isso que os adultos fazem. E viva a sociedade das bonecas!
Só que aí, eu cresci, e me apeguei a gente. Gente de verdade, de carne e osso! Essa gente virou minha sociedade, exatamente como algum sociólogo disse nos primórdios. Eu me reconheci naquele grupo e nunca mais quis sair dele.
Mas saí… Mudei de novo, e fui labutando a ressocialização.
Ok! Até aí, tudo bem, normal. Mas e quando parte da sua imagem refletida muda drasticamente? Quando o seu grupo resolve que é cada um por si e uma teia de mentiras vem à tona?
Como é que eu posso discutir o conceito de sociedade com amigo casando, mudando, traindo a confiança de sua base social e esquecendo que, um dia, você era importante e merecia saber dele? Será que era amizade mesmo?
Será que isso aqui virou aula de filosofia e, o meu trabalho vai ficar pra depois?
Sempre sinto uma ponta de angustia quando não posso ajudar a minha sociedade. Sempre atendo seus pedidos e chamados. Já perdi a conta de quantas horas ao telefone gastei para ouvir a angustia alheia, sempre com um sorriso de satisfação por poder ajudar. Teria sido muita resiliência da minha parte? Talvez seja verdade que “bonzinho só se fode”…
Eu sinto uma saudade, uma ausência enorme, de quanto a minha obrigação era usar um uniforme azul e sonhar.
Ta difícil…

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Autógrafos na saída!

“É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;”
Contituição da República Federativa do Brasil 1988, Art. 5º, inc. IV e V.

 

Deve ter alguém em algum lugar do mundo que estudou sobre as pessoas que se preocupam com a vida alheia.
Pessoas se interessam pela vida dos outros. Normal. Alias, se não fosse assim, eu e mais alguns milhões de coleguinhas não seriamos jornalistas. Existe notícia porque existem interessados nos fatos aleatórios. Se não fosse isso, eu provavelmente teria estudado artes cênicas – como estava no plano – ou letras, ou, “voilà”, direito – como faço agora.
Bom, existem pessoas interessadas e até preocupadas com as notícias da cidade, do estado, do país, do Vasco, do Democrata de Sete Lagoas, do Egito, da estrela revelação da novela das oito, com o BBB e a próxima capa da Playboy. E tem os que se preocupam com a vida alheia.
Se a vida alheia está na Caras, não é problema meu. Mas quando a vida que desperta interesse é a minha, tenho direito de me interessar no motivo que despertou tal curiosidade… Veja bem: notícia, interesse e direito. É a convergência!
Agora pergunto: o que eu, jornalista, estudante, latino-americana sem dinheiro no banco, sem parentes importantes (exceto um matador que inspirou um personagem do Mário Palmério), nascida lá em Rondônia, com a família toda alojada no triângulo mineiro fiz pra merecer tanta atenção?!
Vocês puseram câmeras no meu quarto? Estou vivendo o “Show de Marília” e tal qual o Truman, ainda não percebi que meu cereal é merchandising e o céu azul é cenário?!

Seja lá o que for, obrigada por me vigiar!
Beijo no seu coração, gato(a)!

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