Live and…

Leia ouvindo Led Zeppelin, Ten Years Gone
Não sei definir morte. E você, um dos meus três ou quatro leitores, pode pensar nesse exato momento “Who cares?! Ninguém consegue mesmo…”. Não é bem verdade.
Filósofos, psicólogos, padres, pastores, rabinos, médicos e sociólogos apresentam, cada um a sua maneira, boas definições sobre a morte. Mães e pais também podem ter uma definição adequada às crianças, quando é necessário contar que alguém morreu.
A minha avó sempre, sempre diz que é a única certeza que nós temos. A minha mãe, nunca, nunca mesmo, me disse “Fulano morreu!”. No lugar disso, ela sempre adoça a idéia da morte com um simples “É… Acabou…”.
Como jornalista, vi gente lidando com a morte como ‘a coisa mais normal do universo’. E outros tantos achando ser o fim total do universo!
Não sei apontar qual definição é melhor, da mesma forma que também não sei o que dizer nessas situações. E olha que sou até boa no improviso… Das poucas certezas que tenho, a de que jamais estaremos realmente preparados para a morte é uma delas. E não adianta esbravejar! Vamos todos desabar e perder o chão quando perdermos as pessoas que amamos, ou quando virmos aqueles a quem amamos sofrendo a morte de alguém. Eu, você, o Ziraldo e o Pedro Bial sentimos isso. Marx, Kant e – principalmente – Van Gogh, sentiram também. Acredite: nenhum desses achou ou vai achar resposta lógica e objetiva para morte.
Da última vez que perdi alguém, no sétimo dia, fui ouvir jazz e tomar caipirinha. Não me perguntem por que resolvi fazer isso, em plena segunda-feira. Apareceu gente, depois, julgando a minha atitude como “o fim dos tempos”, ou perguntando “Que tipo de afilhada é essa Marília?!”
Para mim, foi a melhor coisa que fiz nos últimos tempos!
Cada um encontra uma forma de lidar e conceituar a morte e o sofrimento.
E outra certeza que tenho é que ninguém vai viver isso por você…

Para a Dani, como a forma do abraço que eu gostaria de poder dar…

1 Comentário

Arquivado em Coisas de Marília

Uma resposta para Live and…

  1. Muito interessante seu texto sobre “morte”… Realmente, cada ser humano tem uma definição diferente para tam palavra tão forte! Parabéns!

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