Nesse momento eu deveria estar escrevendo apontamentos sobre um texto que fala do conceito de sociedade.
Acontece que, depois de morar em três regiões, seis cidades e doze casas diferentes em menos de vinte e cinco anos, criei minha própria sociedade. A Sociedade Alternativa dos Poetas (Bem) Vivos! Ou coisa parecida.
Antigamente, eu achava que a minha vida ia girar em torno das mudanças, que giravam em função do trabalho dos meus pais, que o faziam por serem adultos e é isso que os adultos fazem. E viva a sociedade das bonecas!
Só que aí, eu cresci, e me apeguei a gente. Gente de verdade, de carne e osso! Essa gente virou minha sociedade, exatamente como algum sociólogo disse nos primórdios. Eu me reconheci naquele grupo e nunca mais quis sair dele.
Mas saí… Mudei de novo, e fui labutando a ressocialização.
Ok! Até aí, tudo bem, normal. Mas e quando parte da sua imagem refletida muda drasticamente? Quando o seu grupo resolve que é cada um por si e uma teia de mentiras vem à tona?
Como é que eu posso discutir o conceito de sociedade com amigo casando, mudando, traindo a confiança de sua base social e esquecendo que, um dia, você era importante e merecia saber dele? Será que era amizade mesmo?
Será que isso aqui virou aula de filosofia e, o meu trabalho vai ficar pra depois?
Sempre sinto uma ponta de angustia quando não posso ajudar a minha sociedade. Sempre atendo seus pedidos e chamados. Já perdi a conta de quantas horas ao telefone gastei para ouvir a angustia alheia, sempre com um sorriso de satisfação por poder ajudar. Teria sido muita resiliência da minha parte? Talvez seja verdade que “bonzinho só se fode”…
Eu sinto uma saudade, uma ausência enorme, de quanto a minha obrigação era usar um uniforme azul e sonhar.
Ta difícil…
Sociologia
Arquivado em Coisas de Marília, Comportamento
Pô eu então tô fud…, se vc puder ver minha bagunça e deixar umas dicas, agradeço, espalhe esses link’s se vc gostar é claro!!!https://marciodiiulio.wordpress.com/
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