Para ler ouvindo: Leoni, “Quando a Dor te corta”.
Dor é uma sensação desagradável, que varia desde desconforto leve a excruciante, associada a um processo destrutivo atual ou potencial dos tecidos que se expressa através de uma reação orgânica e/ou emocional.
Fonte: Wikipédia
A dor que eu sinto agora é a dor que eu não queria sentir. E a mesma que faz chorar por horas na festa da amiga e deixá-la magoada. E é a mesma dor de quem perde um grande amigo, quase irmão. É a mesma que faz ter vontade de trocar o coração por um fígado. A mesma dor que faz ter vontade de nunca mais gostar de ninguém. É a mesma de quem perde um filho, o marido ou um cachorro. A mesma dor de quem sabe que não tem volta. A dor da morte, da perda do que nunca foi seu, da rejeição e do romance desfeito. É a dor das mães que tem seus filhos trocados, dos filhos que perdem os pais e das pessoas que precisam deixar o lugar que amam, mesmo sem querer.
É a dor que maltrata a alma, que faz machucar ao rever fotos e faz ter vontade de jogar coelhinhos vermelhos e perfumes importados no lixo. É a dor que motiva uma mudança, um recomeço, uma tentativa de nova vida. A mesma dor que me faz escrever esse texto é o que era amor e esperança no começo de tudo. A dor de quem sente que está perdendo sua última referência paterna. A dor da impotência, do susto, do diagnóstico recente e fatal, do pouco tempo. A dor de quem questiona médicos e psicólogos, buscando respostas, consciente de que elas não existem. Uma dor que é antiga, que sempre esteve rondando a vida, que não se evita, não se esquece. É a dor de alguém que gostaria de poder trocar os sentimentos, por outras coisas que fizessem sofrer menos. A dor que eu vou ter que enfrentar…