Roteiro de piada inteligente

Manhã. Sala de aula de universidade, lotada. Aula de filosofia do Direito.

Luhman e Foucault no quadro.

Professor explicando o tema com força e vigor vocal. Rápido.

Duas alunas, no fundo da sala, conversam. Parecem bonecas. São o tipo enquadrado em “patricinhas”.

O professor interrompe o assunto das Patrícias dizendo:

“Vocês duas aí, por exemplo, são mulheres lindas! Mas estão reforçando o mito de que toda mulher bonita não pensa. E para contrariar o mito, deveriam começar a prestar atenção na aula…”

Toda a sala cai num silêncio sarcástico.

E eu, no completo oposto geográfico das Patrícias, procuro um ponto de fuga no qual possa rir.

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Live and…

Leia ouvindo Led Zeppelin, Ten Years Gone
Não sei definir morte. E você, um dos meus três ou quatro leitores, pode pensar nesse exato momento “Who cares?! Ninguém consegue mesmo…”. Não é bem verdade.
Filósofos, psicólogos, padres, pastores, rabinos, médicos e sociólogos apresentam, cada um a sua maneira, boas definições sobre a morte. Mães e pais também podem ter uma definição adequada às crianças, quando é necessário contar que alguém morreu.
A minha avó sempre, sempre diz que é a única certeza que nós temos. A minha mãe, nunca, nunca mesmo, me disse “Fulano morreu!”. No lugar disso, ela sempre adoça a idéia da morte com um simples “É… Acabou…”.
Como jornalista, vi gente lidando com a morte como ‘a coisa mais normal do universo’. E outros tantos achando ser o fim total do universo!
Não sei apontar qual definição é melhor, da mesma forma que também não sei o que dizer nessas situações. E olha que sou até boa no improviso… Das poucas certezas que tenho, a de que jamais estaremos realmente preparados para a morte é uma delas. E não adianta esbravejar! Vamos todos desabar e perder o chão quando perdermos as pessoas que amamos, ou quando virmos aqueles a quem amamos sofrendo a morte de alguém. Eu, você, o Ziraldo e o Pedro Bial sentimos isso. Marx, Kant e – principalmente – Van Gogh, sentiram também. Acredite: nenhum desses achou ou vai achar resposta lógica e objetiva para morte.
Da última vez que perdi alguém, no sétimo dia, fui ouvir jazz e tomar caipirinha. Não me perguntem por que resolvi fazer isso, em plena segunda-feira. Apareceu gente, depois, julgando a minha atitude como “o fim dos tempos”, ou perguntando “Que tipo de afilhada é essa Marília?!”
Para mim, foi a melhor coisa que fiz nos últimos tempos!
Cada um encontra uma forma de lidar e conceituar a morte e o sofrimento.
E outra certeza que tenho é que ninguém vai viver isso por você…

Para a Dani, como a forma do abraço que eu gostaria de poder dar…

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Thank U!

Tenho um nível de chatice altíssimo.
Até pensei que tivesse melhorado, mas não…
Sou cheia de manias e pareço mais velha que minha avó. É o meu lugar na mesa, meu travesseiro, meu jeito de organizar as coisas, meu cardápio… É, sou egoísta e mimada também.
Ainda tenho a pior TPM do universo. Penso que nem se eu comer toda a linhaça do universo a bonitona vai dar uma maneirada. Fico ranzinza.
Ainda assim, existem pessoas que conseguem suportar isso tudo e ficar ao meu lado. Acho lindo, de verdade! Vocês, bonitos e bonitas, que me suportam com todas essas frescuras merecem meus melhores sentimentos!

Falar que ama é fácil… Quero ver viajar 700, 1000 quilômetros pra te visitar, tomar uma cerveja e conversar fiado. E ainda lembrar das coisas que você gosta, de datas importantes e tira fotos pra você.
Falar que ama é fácil. Quero ver dar forma pro amor…

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